¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sexta-feira, setembro 01, 2006
 
DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO E DROGAS

Caro Janer,

concordo plenamente com o que disseste sobre as drogas e o homossexualismo. As drogas são consumidas em drogarias com muita facilidade. A juventude vem buscando alternativas para se drogarem usando comprimidos anti-depressivos que são ingeridos com bebidas alcoólicas. Minha mãe discrimina os drogados mas faz uso do Lexotan há muitos anos e sem precisar. Compra as caixas sem receita numa drogaria que deveria ser um coffee-shop. Está tão abobada quanto os amigos meus que fumam maconha há décadas. Realmente o tal registro em cartório dá ao casamento um peso considerável que terminar por fazer diferença em muitas relações, principalmente quando elas acabam. Direitos são exigidos por mágoa, nada mais. Não há filhos. Mas poucas são as relações que terminam em paz. Tenho amigos que namoraram anos e assim que se casaram o que era sonho, virou pesadelo. A liberdade é algo que trazemos latente em nós. Quanto ao aborto, ainda com restrição, só concordo em caso de estupro, pois de fato só trauma já é o suficiente e ter que viver com o fruto do ato é dose. Citei restrição porque conheço um caso em que o estuprador foi tentado até o último instante, tendo que assistir a vítima se exibindo de biquini à sua frente. Ele, um operário de obra; ela, uma vizinha da obra cheia de desejos na mente.Quem bebe já tem conhecimento dos efeitos da bebida e portanto, é responsável pelas causas. Toda causa gera efeito e não é o álcool o responsável por isso.

Marcio Barreto