¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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quarta-feira, junho 06, 2007
 
TANTO A RAPOSA VAI AO NINHO...



Durante muitas semanas, o assunto do dia nas rodas de São Paulo foi o furto de gravatas, cometido pelo rabino Henry Sobel na Flórida. Cá com meus botões, pensei: isso deve vir de longe. Um homem com 63 anos não decide do dia para a noite roubar gravatas.

No salão de meu barbeiro, que é um dos mais eficientes centros de comunicação desta metrópole, a opinião era a mesma. Um delegado, da Delegacia de Seqüestros, homem que por ofício deve entender destas coisas, não tinha dúvidas. Sob o fio da navalha, declarou: é óbvio que ele vinha roubando há mais tempo. Conversando com pessoas de Higienópolis, o bairro judeu por excelência de São Paulo, esta opinião era sempre a mesma. Consideravam as gentes que, em virtude de sua condição de rabino, ninguém apresentava queixa. Você pode ver o bom rabino em ação em http://www.youtube.com/watch?v=F9fqEdkVies.

A voz do povo, ao que tudo indica, não se engana. Leio no Terra on-line:

"Novas queixas de furto contra o rabino Henry Sobel foram divulgadas na noite desta quarta-feira. Segundo a Polícia da Flórida, em 1995, ele teria furtado um cachecol, mas não houve abertura de processo. Já em 2003, ele teria pago por uma camisa furtada do hotel onde estava hospedado. Sobel disse desconhecer outras ocorrências de furto envolvendo seu nome. A informação é do Jornal da Record".

Como dizia meu velho pai, lá nos campos de Ponche Verde: tanto a raposa vai ao ninho, que um dia deixa o focinho.