¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sexta-feira, julho 13, 2007
 
AS FAVELAS E O HISTORIADOR



De Carlos Vinicius Rosenburg, recebo:


Prezado Janer,

uma coisa chamou a minha atenção na entrevista do historiador. Há um trecho em que ele afirma que "...em poucos minutos, meus interlocutores estavam falando de raça." Parece que finalmente conseguiram.

Os moradores poderiam falar em falta de saneamento básico, ausência do poder público, violência, tráfico de drogas, transporte de massa ineficiente etc. Mas não, preferiram falar em raça.

Coincidência ou não, é a favela de um dos baluartes da nossa nova "elite cultural"(?), o Sr. MV Bill, que em um de seus clipes se passava por professor (salvem essas crianças...) numa sala de alunos negros (todos!, não havia nenhum mestiço), e que falou em um programa de rádio (salvo engano, Rádio Roquette Pinto), que "não importa quem tenha razão na guerra entre traficantes e policiais, o importante é que a população não sofra". Não precisa dizer muito mais, não é? Quem tem razão num confronto entre traficantes e policiais? Sem comentários...

Mas parece que, como dito acima, eles conseguiram. Vou repetir o que o senhor já disse, sempre importamos o pior dos EEUU. Daqui a pouco, seremos um grande Alabama, ou estaremos sendo processados se estivermos rindo na frente de um negro (ele pode se ofender...). Triste país.

Um abraço.