¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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quinta-feira, julho 05, 2007
 
A FINESSE DOS TAP



Certa vez, em Lisboa, precisei marcar uma passagem pela TAP. Abordei o primeiro gajo que encontrei no Rossio e perguntei:

- O sr. sabe onde encontro uma agência da TAP?

- TAP? Não estou a perceber.

- O sr. é lisboeta?

- Moro cá em Lisboa há 40 anos.

- Bom, então tem de saber onde há uma agência da TAP.

- Não percebo.

O diálogo estava se tornando meio surrealista. Me ocorreu traduzir:

- TAP, Transportes Aéreos Portugueses...

O rosto do gajo iluminou-se:

- Ah! Os TAP. Pois bem, siga em frente, quebre à direita, etc.

Implacável, a lógica lusa. Aprendi então porque ninguém sabe o que seja a TAP em Lisboa. Os TAP, pois...

Em suma, para dizer que recebi mail de amiga que voltou recentemente de Lisboa:

A TAP (a moça é brasileira incorrigível) fez overbooking em Portugal e eu tive que ficar mais um dia em Lisboa. Pagou hotel 4 estrelas, comida, transporte e 800 euros de indenização. Quando cá cheguei, a TAM fez a mesma coisa e não deu uma banana para nós. Nem UMA!

Minha amiga, bem entendido, não precisou entrar na Justiça para receber sua indenização. Na hora de voar, prefira os TAP.