¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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quarta-feira, julho 11, 2007
 
GINECOFOBIA AVANÇA



A polícia de Londres está fazendo uma campanha para combater a prática da mutilação genital feminina em comunidades de imigrantes na capital britânica. Uma recompensa de £ 20 mil, o equivalente a cerca de R$ 80 mil, está sendo oferecida a quem tiver informações que possam levar à prisão dos envolvidos. É o que nos traz hoje o noticiário on line.

A campanha começa no período de férias escolares do verão europeu, quando aumenta o risco de mutilação para as meninas, principalmente de origem africana. Os meses de férias são vistos como a melhor época para se realizar o procedimento, já que o tempo longe das salas de aula é geralmente suficiente para que as meninas se recuperem.

A mutilação genital consiste na retirada total ou parcial da genitália externa feminina por razões culturais - diz ainda a notícia. Razões culturais ou medo à mulher? A meu ver, o grande trauma dos machos muçulmanos é a ginecofobia. Seria de perguntar-se aos mulás e aiatolás se as setenta virgens que esperam os mártires no paraíso têm ou não têm o clitóris extirpado e a vagina infibulada. Se assim for, haja mão de obra nas hostes celestiais.

Segundo a notícia, no Reino Unido, cerca de 7 mil meninas correm risco de serem circuncidadas, apesar de uma nova lei de 2003, que além de reafirmar a proibição da prática no país, também torna crime levar crianças para o exterior para realizar a mutilação. A pressão é tal nas comunidades muçulmanas que certas meninas pedem para serem mutiladas. Ou circuncidadas, como diz o texto politicamente correto da BBCBrasil. Está surgindo, a partir dos últimos meses, na imprensa ocidental e particularmente na européia, um eufemismo infame, a troca de mutilação de clitóris por circuncisão. Circuncisão passa. Se até judeu faz, que mal tem? Os jornalistas omitem a brutal diferença entre o corte do prepúcio - que é até higiênico e nada interfere na sexualidade - e a mutilação de um órgão fundamental para o prazer da mulher.

Ou seja, pouco a pouco até mesmo a imprensa européia - e a brasileira por mimetismo - está tornando aceitável esta prática de brutos. O pedido das meninas muçulmanas, que também ocorre nos países africanos por parte de quem, por acaso, tenha escapado da faca, deve-se ao medo de serem excluídas da etnia. "Você quer ser parte da comunidade. Quer se casar e não quer ser considerada suja", declara uma destas meninas. Suja, bem entendido, no sujo bestunto dos cabeças-de-toalha.

O grande conflito dos muçulmanos no exterior é que seguem cegamente os preceitos de sua religião, sem importar-se se estes preceitos ferem ou não ferem alguma lei nos país que os hospeda. Ora, direis, a ablação do clitóris não está no Corão. De fato, não está. Mas é prática intimamente ligada ao Islã. O Egito, onde 90% das mulheres são "circuncidadas" – conforme o infame eufemismo da BBCBrasil - proibiu a prática após a morte de uma menina em decorrência de sua mutilação genital. No Reino Unido e em todo Ocidente, a peste avança.

Com o apoio - pasme o leitor! - de milhares de mulheres ocidentais, defensoras das ditas diferenças culturais. Se assim for, que defendam logo a sharia e a lapidação e forca de adúlteras e homossexuais, como está acontecendo hoje no Irã. Audácia, mais audácia, senhoras defensoras da barbárie!