¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sexta-feira, agosto 03, 2007
 
SOBRE A INUTILIDADE DA PSICANÁLISE



Alguns leitores não gostaram muito de minha crônica sobre Bergman. Consideram que defini como vigarice o que de fato é uma ciência. Ora, essas questões para mim foram resolvidas há uns bons 30 anos. O que tenho a dizer está em dois livros importante da época: Ilusões da Psicanálise, de A. da Silva Mello, e principalmente Psicanálise - a Mistificação do Século, de Edward R. Pinckney e Cathey Pinckney. Cito este último:

"O melhor meio de refutar a psicanálise, não apenas por não ser ciência como também por não ter êxito terapêutico, consiste em se avaliar a eficácia do método. Aqui estão duas das poucas provas já realizadas. A primeira, pela Associação Psicanalítica Americana (e revelada apenas aos membros em reuniões fechadas), demonstrou que menos de um terço dos que haviam "completado" a análise poderiam ser considerados curados! O chocante, nesse relatório, é já se ter provado que mais de um terço de todas de todas as pessoas, com qualquer forma de doença mental, se recuperam sem qualquer tratamento. O chefe do grupo, que vez a investigação, declarou que Associação Psicanalítica “não reivindica utilidade terapêutica para os métodos psicanalíticos".

"Outra defesa da psicanálise apareceu num manual médico. O autor se referia a 595 pacientes, com reações neuróticas, que foram psicanalisados. Afirmava que 97 por cento ficaram curados ou melhorados. Enterradas em suas estatísticas, estavam duas pequenas informações no sentido de que apenas 306 (metade dos tratados) haviam completado a análise e, dos que a terminaram (289), apenas dois terços (210) puderam ser seguidos para avaliação. Assim, dos 595 pacientes originais, 400 (quase 70 por cento) estavam automaticamente eliminados antes de ser feita a avaliação - fazendo com que os algarismos finais do autor, ainda que impressionantes, fossem absolutamente falsos! O coeficiente correto de eficácia deveria ter sido 25 por cento. No fim de seu relatório, que visava documentar a melhora acarretada pela psicanálise, o autor admitiu: "nós (psicanalistas) não temos padrões pelos quais aferir o grau de melhoria". Quando se sabe que pelo menos 70 por cento dos neuróticos melhoram sem qualquer tratamento, qual é o valor da psicanálise?"