¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sexta-feira, setembro 07, 2007
 
TERAPIAS ALTERNATIVAS




A propósito do artigo sobre transtorno bipolar, da Suécia, Déia me fala de outra praga, o DDA, e de uma terapia alternativa:

Querido, é Distúrbio de Déficit de Atencão!!!
Meu filho me perguntou se este fosse o caso dele uns três anos atrás, tentando justificar notas baixas no colégio, respondi que não se preocupasse porque eu usaria a terapia VIP: Várias e Intensivas Punições. Ficou curado na hora!
Não sei mais o que podem inventar...

Beijocas.



Escreve Vanderlei Vaselesk:

Meu caro, aqui o Vanderlei.
Essa agora é boa.
Uma amiga minha professora do Colégio Militar aqui do Rio me contou a
seguinte pérola: "Fui informada pela diretora de uma outra escola onde eu
trabalhava, que um aluninho tinha transtorno bipolar e quando estava
transtornado batia em quem estivesse próximo. Expliquei então que se ele me
batesse eu bateria de volta". Não sei te explicar porque mas jamais o
pequerrucho encostou a mão em minha amiga Patrícia.
Abraço



Diz Paulo Barreto:

Olá,

Enfim um post para lavar a alma de todos que (no mínimo) desconfiavam da cruzada contra os "riscos do coração", essa pauta eterna dos semanários. Há seis dias entrei numa clínica com minhas próprias pernas e só saí de lá quase 24 horas depois, quando minha mulher e minha sogra pediram meu habeas corpus (digo, assinaram minha alta à revelia), sem que os ilustres doutores tivessem descoberto coisa alguma que justificasse aquela interminável sessão de torturas que atende pelo nome de CTI. Se dependesse dos médicos, eu estaria lá até agora.

E, é claro, o controle de glicose virou religião. Já entrei no CTI com o nível de glicose excelente até para os implacáveis limites contemporâneos. Mas naquelas nem tantas horas perdi as contas de quantas vezes espetaram meu dedo para reconfirmar o óbvio. Como esperavam que, preso a uma cama, amarrado a aparelhos, eu apresentaria uma explosão glicêmica? Contrabandeando um pote de doce de leite La Salamandra?

Quero comprar ações da fábrica daquela maquininha que faz teste de glicose.



Diz Árlen Andrade:

Bom dia, Janer

Ótimos teus textos (como sempre) e, concordo em tudo sobre a indústria farmacêutica. Eu vivo comentando com as pessoas que antigamente tínhamos uma ou duas farmácias na cidade e, hoje em dia temos mais de vinte. Falo também que, quando eu era pequeno a gente tomava remédios só quando perdíamos uma perna ou estávamos de cama.

Hoje em dia, tudo que é mal-estar as pessoas vão as farmácias e deixam lá tudo que resta do salário. Eu gasto muito com farmácia porque sou casado com uma amante dos remédios e tenho um nenê pequeno, mas discordo completamente de tudo isto. Tem médicos inclusive que falam mal dos genéricos e escolhem os laboratórios para você comprar seu remedinho salvador e, claro, o escolhido é sempre o mais caro.

Sobre a psicologia, nem tem o que dizer mais (mesmo assim eu digo), concordo em tudo. Já me consultei com psicóloga e ela me ajudou muito conversando comigo, pois eu disse pra ela que não tomaria remédio algum. O psiquiatra disse que eu não me curaria sem os remédios e me considerei curado. Nunca mais me senti da forma que estava na época de minhas consultas com a psicóloga mas, o que ela fez na real foi conversar comigo, apenas isto. Hoje em dia as pessoas preferem tomar os remédios, os ditos antidepressivos, porém estas pessoas "se curam" e, dois ou três anos depois, estão "doentes" novamente.

Grande abraço