¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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quinta-feira, outubro 18, 2007
 
E SE AFRICANO FOSSE MAIS INTELIGENTE?



Leio manchete na Folha de São Paulo de hoje:

AFRICANO É MENOS INTELIGENTE, DIZ NOBEL

Na linha fina, o redator já tom suas precauções e emite opinião antecipada sobre a notícia, como se o leitor fosse incapaz de julgá-la por si só:

Americano James Watson, co-descobridor da estrutura do DNA, dá declaração de cunho racista a jornal

Vamos à notícia:

Uma entrevista do biólogo James Watson, 79, com declarações racistas anteontem a um jornal britânico atraiu uma enxurrada de críticas de cientistas, sociólogos, políticos e ativistas de direitos humanos. Watson, ganhador do Prêmio Nobel por ter descoberto a estrutura do DNA juntamente com Francis Crick, em 1953, afirmou ao jornal britânico The Sunday Times que africanos são menos inteligentes do que ocidentais e, em razão disso, se declarou pessimista em relação ao futuro da África.

"Todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles [dos negros] é igual à nossa, apesar de todos os testes dizerem que não", afirmou o cientista. "Pessoas que já lidaram com empregados negros não acreditam que isso [a igualdade de inteligência] seja verdade".

A declaração verbal foi apenas um jeito um pouco menos delicado de expor o que ele já havia escrito em seu recém-lançado livro Avoid Boring People (Evite Pessoas Chatas): "Não há razão firme para crer que as capacidades intelectuais de pessoas geograficamente separadas evoluam de maneira idêntica. Nosso desejo de considerar poderes iguais de raciocínio como uma herança universal da humanidade não vai se prestar a isso".


Tivesse feito esta declaração no Brasil, Watson já estaria processado por crime de racismo. No entanto... olhe para os países africanos... e olhe para os países europeus. Olhe para as cidades esplendorosas do Velho Continente... e para as cidades miseráveis do continente negro. Você jamais encontrará um Mozart ou um Cervantes nas culturas africanas. Mas encontrará às pampas os Idi Amin Dadas e Mobutus Sessos da vida. Na Europa há Estados constituídos. Na África há arremedos de Estado e tribos e guerras tribais. Democracia é flor que viceja na Europa. Não há democracia em países africanos.

A África - e particularmente a África muçulmana - vive ainda na era das teocracias, lapidações e ablação de clitóris. No Ocidente, há muito chegou-se à noção de direitos humanos. Teocracia é obsolescência do passado, lapidação não é admissível como pena e ablação do clitóris é crime. Compare a cultura e a tecnologia produzidas pela Europa, e a cultura e tecnologia produzidas pela África. O óbvio salta aos olhos. É claro que o branco europeu é mais inteligente que o negro africano.

Não vemos europeus arriscando suas vidas na travessia do Mediterrâneo, em busca das excelências da cultura negra. Par contre, há centenas de milhares de negros arriscando suas peles, em precárias pateras, para chegar ao continente cuja cultura foi construída pelos brancos. Imigrante não se engana. Os africanos sabem o que é bem bom.

Mas o óbvio constitui crime para os adeptos do politicamente correto. A título de raciocínio, invertamos a afirmação de Watson. Suponhamos que ele tivesse afirmado, contra todas as evidências:

AFRICANO É MAIS INTELIGENTE

É claro que ninguém o acusaria de racismo, nem instituições e universidades estariam cancelando suas palestras. Nem a Folha estaria preocupada em alertar o leitor para o teor da notícia. Talvez lhe propusessem até mesmo um segundo prêmio Nobel.