¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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terça-feira, outubro 23, 2007
 
RÉPLICA DO PIAIA



Estou curioso, como alguém pode responder o que não foi perguntado? Roberto, Severino, Joaquim, que diferença faz? Li as mensagens mais obtusas, fossem de quem fosse, não foi de um só Joaquim. Eram vários. Porém, esse Severino em particular sentiu-se atingido diretamente. Grita para Janer dar-lhe direito de resposta como gritam os deputados: "Fui citado, senhor presidente". Mas tudo bem, espelhando-me no Grão-Mestre, tentarei ter alguma paciência.

Para alguém que diz usar de ironia, o senhor Roberto (espero que não tenha se ofendido pela confusão com os nomes) parece desconhecer profundamente a mesma. Incorre em contradições a cada parágrafo. Na sua ânsia por responder, corre em círculos, feito cachorro desorientado, sem chegar a ponto algum, até tombar exausto no mesmo lugar. Num momento diz que caio na armadilha de revistas femininas : “Piaia parece cair ainda na armadilha convencional das revistinhas femininas acreditando que as benesses do mundo tecnológico relativamente recente, que permitem que a diferença de força física entre homens e mulheres seja relegada a segundo ou terceiro plano, tenha existido em outras eras da humanidade. (Afirmação, no mínimo, confusa. O que uma revista feminista ganharia dizendo isso? É o mesmo que um líder negro populista aparecer amanhã e afirmar que em determinadas épocas da história do Brasil senhores de engenho brancos passavam quase tantas necessidades quanto seus escravos)." Para depois pretender dar-me aula de história, sobre exatamente o que afirmei. Se alguém diz que: "Para começar, discordo totalmente do historicismo feminista traçado por Piaia. Ele afirma que "Ora, mulheres nunca foram livres, nunca tiveram território próprio para se desenvolver. Negras, brancas, amarelas, sempre foram subjugadas por seus machos." ,espera-se, no mínimo, que tal pessoa não use as próximas linhas exclusivamente para descrever a incapacidade da mulher, fisicamente, de competir com o homem no passado. Ou seja, dizer o mesmo que o interlocutor involuntário, do qual ele diz discordar, disse...

"Mulheres morriam freqüentemente de parto, vale lembrar. Um mundo sexualmente simétrico seria possível?" Pois é. Por isso, de acordo com Roberto, eu estava errado quando disse que negras, brancas e amarelas sempre foram subjugadas por seus machos.

Enquanto escrevia essa linha, dei uma passada pela página de recados do Janer de novo - sem as devidas autorizações da dona da conta, a propósito - só para descobrir que Severino na verdade é Superman. Então vamos lá. Mais uma citação: "Piaia lê e critica o que imagina, não o que de fato escrevi. Não fiz tal paralelo." Paralelo entre opressão dos negros e mulheres, ele quer dizer. Ora, é até divertido, alguém que, na primeira linha da mensagem em que diz não ter feito comparação alguma, pergunta, no orkut: "Você tem amigos negros, Janer?" Se não fez, estava implícito. Ingenuidade ou hipocrisia tremenda é afirmar o contrário. Ou, quem sabe, Clark só estava interessado em saber sobre a história de amizades do Janer. A segunda parte da mensagem, sobre as mulheres, era outro assunto. Maldade minha pensar o contrário.

O que significa nunca para Raphael Piaia? O que ele quer dizer com isso? Vamos dissecar esse nunca. Vamos despi-lo. Vamos fazer sexo com esse tal nunca. Pois, o complexo nunca, para Roberto, é uma incógnita. Nunca, no contexto colocado em minha mensagem, era nunca, oras. Igualmente simples. Nunca, considerando o passado. Óbvio, que nesse nunca, não estão inclusas as ultimas décadas da sociedade ocidental. Erro meu, admito, ter confiado que todos os leitores do Janer teriam bom-senso. Teriam capacidade interpretativa para entender o que é evidente. Ficou claro que sempre há exceções.

Por fim, e dessa vez não vou me parafrasear, Roberto não chega perto de cometer o mesmo erro de Watson. Watson disse o que pensa, porém para a pessoa errada. Já Roberto, disse bastante, porém sem pensar. O que, hoje em dia, é praxe.

Raphael Piaia