¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

Powered by Blogger

 Subscribe in a reader

terça-feira, novembro 06, 2007
 
CNBB DEFENDE PADRE MENTIROSO



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está arriscando perder o que resta de sua já escassa reputação, ao tomar a defesa de São Lancellotti, o santo redentor da FEBEM. O presidente da entidade, d. Geraldo Lyrio Rocha, fez ontem em Minas uma enfática defesa do padre Júlio e só faltou atribuir as acusações feitas ao padre aos militares de 64. Disse que as acusações contra Lancellotti se assemelham a uma prática da ditadura. "É triste que uma pessoa que dedicou a vida, que se sacrificou para o bem das crianças, de adolescentes e jovens em situação de carência e de risco, receba agora esse pagamento triste e de certa forma cruel. Há certas acusações que são expressão de irresponsabilidade. Como é que se lança uma acusação sem apresentar as provas?".

Provas de abuso sexual ainda não existem. Só existem testemunhos. Como tampouco existem provas de extorsão por parte do ex-FEBEM acusado pelo sacerdote. Mas o que está sobejamente provado é que padre Lancellotti mente. E mente despudoradamente.

Começou afirmando ter sido extorquido em 50 mil reais ao longo de três anos. Alguns dias depois, prudentemente preferiu falar em 80 mil reais. Seu advogado, ainda mais prudente, preferiu erguer a vara mais alto: 150 mil reais. Anderson Batista, o suposto extorsionista, nega a extorsão e fala em quase 800 mil reais.

Inicialmente, padre Lancellotti disse que Anderson comprou uma Pajero em seu nome, sem ele saber. Depois que um vendedor do Shopping Aricanduva disse tê-lo reconhecido, o padre mudou a versão. Disse que foi à concessionária com Anderson e sua mulher e assinou os documentos da compra.

O padre mente e admite que mentiu. Como pode um alto prelado da CNBB fazer a defesa incondicional de um reles mentiroso? D. Geraldo está preocupado com provas. Não tem preocupação alguma com as mentiras do padre, por ele confessadas publicamente na imprensa, sem coação alguma.

Mentiras que constituem o maior indício de que algo bem mais sujo do que se pensa está por trás de um vulgar caso de amor bandido.