¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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segunda-feira, janeiro 07, 2008
 
ISLÃ VERSUS GINECOLOGIA



Uma amiga da Finlândia me envia notícia antiga, publicada no jornal francês La Presse, em 2006.

A agressão ocorreu em agosto de 2003, mas Stéphane Saint-Léger dela se lembra nos mínimos detalhes. O ginecologista-obstreta francês, então de plantão no hospital de Montreuil, na periferia parisiense, tenta dar assistência a uma mulher muçulmana grávida, cujo trabalho de parto parece ser doloroso.

“Eu queria perguntar-lhe se ela tinha necessidade de uma peridural para suportar a dor. Seu marido me disse que eu não tinha o direito de entrar no quarto, que sua mulher não tinha o direito de falar e que era ele que falava por ela”, disse o médico na entrevista.

"Eu insisti dizendo que preferia saber diretamente de sua mulher se tinha necessidade de ajuda ou não”, ajuntou.

O marido, furioso, pegou o médico pelo colete e o jogou para fora do quarto, dizendo: “Aqui, você está na terra do Islã. Você não está em seu país”.


Aconteceu nos subúrbios de Paris. Dispensável qualquer comentário.