¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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quarta-feira, janeiro 16, 2008
 
MAIL DO DIOGO



Janer, estava escrevendo um e-mail a você, mas fiquei sem internet e não consegui enviá-lo antes que me encaminhasses este teu artigo.

Antes de mais nada, não o expulsei do jornal. Tua senha de acesso é a mesma, assim como o teu espaço.

O que escrevia era um pedido de desculpas pela última postagem. É o mínimo que posso fazer. Escrevi um monte de bobagens que culminaram em ataques pessoais. Preferi deletá-la por achar por demais ridícula - ao mesmo tempo, como moderador não permitiria um comentário semelhante. Discordâncias têm limites e eu o estrapolei.

Já o teu comentário eu deletei em seguida, pois era dirigido às bobagens que eu havia escrito e já deletado. Assim, achei que não teria sentido deixá-lo sem o meu comentário anterior. E que poderia me redimir diretamente com você. Talvez tenha errado novamente, assim sendo, peço desculpas duplamente.

Sou editor do jornal, mas nunca me meti numa vírgula do que é postado. E nem espere isto de mim. Mesmo que mantivesse o que havia escrito naquele comentário, sei separar as coisas. Não é uma discussão pela internet que me levará a expulsá-lo de algum lugar. Muito menos do jornal, não é do meu feitio. Como disse, sei separar as coisas e admitir meus erros.

Se sou uma pessoa a quem você muito estimou, fique sabendo que ainda o estimo, mesmo parecendo estranho após ter levado a discussão às vias da cretinice.

Bom, tua senha é a mesma e espero que poste o artigo que escreveu. Não estou isento de críticas por ser "editor".

Mas tudo que escrevi até aqui é de menor importância porque quero me desculpar pelo ocorrido. Foi algo que me deixou profundamente triste comigo mesmo.

Por fim, não estou desempregado, tampouco mal empregado. Nem procuro um cargo no governo. E por mais que eu possa buscar refúgio em problemas pessoais, nada justificaria as palavras que lhe dirigi. Sempre obtive respeito de sua parte. Não foi da mesma forma que correpondi naquele comentário infame.

Espero que aceite minhas desculpas. Mas não aceitando, que continue postando os teus textos. Embora "editor", o jornal é muito mais dos colunistas do que meu.

Um abraço,
Diogo