¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sexta-feira, março 21, 2008
 
IMORTAL MORRE PELA BOCA



Escreve José Sarney, na Folha de São Paulo de hoje, sobre a Paixão:

"Com Alçada Batista, grande escritor português, numa Semana Santa em Lisboa, discutíamos sobre a fé, o difícil espaço das religiões nos dias atuais, e ele me resumiu todo o simbolismo da Sexta-Feira da Paixão: 'Só há uma maneira de afastarmos todas as dúvidas: é saber que ela traz um mistério e os mistérios não são revelados. Acreditar sem indagações'".

Ou seja, com uma só frase o luso nega toda a curiosidade humana, toda ciência, todo progresso. Mas o melhor vem depois:

"Eu acrescentaria a chave de nossa fé, que seria vã, na expressão de são Paulo, se não fosse a ressurreição. 'Sem ressurreição, não há cristianismo'".

O ilustre imortal parece jamais ter lido o Livro. Não existe em toda a Bíblia, nem no Velho nem no Novo Testamento, nenhuma ocorrência da palavra cristianismo.