¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sexta-feira, agosto 08, 2008
 
ISLÃ CENSURA HISTÓRIA



Não é de hoje que o Islã vem exercendo seu poder sobre o Ocidente. Começou em 1988 com a censura ao livro Os Versos Satânicos, de Salman Rushdie - e a condenação do autor à morte por uma fatwa do aiatolá Khomeiny - continuou com o assassinato do cineasta holandês Theo van Gogh, em 2004, avançou com a condenação às charges sobre Maomé de um jornal dinamarquês em 2005 e já está contaminando o universo jurídico, a ponto de a França ter anulado o casamento entre dois muçulmanos, há dois meses, ante o argumento do marido que sua mulher não era virgem conforme afirmara. Imagine se um francês alegasse isso. Seria tido como insano.

Agora é o Reino Unido que se dobra aos muçulmanos. A prestigiosa editora Random House decidiu não publicar o livro The jewel of Medina, primeira novela da jornalista Sherry Jones, sobre a qual já estava programada uma campanha publicitária em oito cidades. Motivo? O livro trata da vida de Aisha, uma das quinze mulheres de Maomé, que se tornou sua noiva aos seis anos de idade e teria sido deflorada aos nove. Neste Ocidente que denuncia a pedofilia, esta menção em nada prestigia o profeta. No que vai muito de hipocrisia, afinal Maria teria 13 anos quando concebeu o Cristo. A crer-se no relato bíblico, o filho não era de José. Ou seja, o pedófilo era o Paráclito, o Espírito Santo.

Thomas Perry, editor-adjunto da Random House, declarou que a empresa havia recebido a advertência de que a publicação poderia ser ofensiva não só junto à comunidade islâmica, mas que também poderia incitar atos violentos da parte de um pequeno segmento radical. Então não se publica mais o livro.

O Islã, na Europa, não está apenas censurando um livro. Está censurando a História.