¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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terça-feira, novembro 11, 2008
 
SOBRE A ILHA E OS ILHÉUS


Escreve-me um leitor:

Prezado Janer Cristaldo,

Li seu artigo "Pragas Urbanas" e me identifiquei com a sua triste experiência de ter morado em Florianópolis. Infelizmente, eu morei em Nossa Senhora do Desterro durante um ano e detestei os ilhéus. Fui seduzido pela beleza das praias e me mudei para a ilha. Somente morando lá foi que comecei a conviver com os ilhéus e tomei ojeriza desse povo. Mas o que se poderia esperar dos descendentes de portugueses que foram desterrados naquela ilha?

Fugi de Desterro assim que surgiu a primeira oportunidade.

Abração, Luís


Meu caro Luís:

eu não diria que o problema reside na descendência de portugueses. Afinal, Portugal produziu tanto o padre Vieira como Camões, Eça de Queirós e Fernando Pessoa, o infante Dom Henrique e Fernão de Magalhães. O buraco é mais embaixo. Os ilhéus descendem de açorianos, o que é um pouco diferente. Daí sua incultura. Abandonei a ilha em 89. Mas creio que o ambiente mudou um pouco de lá para cá, graças justamente à contribuição daqueles que os ilhéus chamam de "gente de fora". Segue crônica que escrevi na época.