¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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domingo, janeiro 11, 2009
 
VERÃO FELIZ

(Poema do filósofo, poeta e cientista Carlos Ducatti, precursor das pesquisas ufológicas do Serviço Nacional de Informações)


Bem mais torto que a Terra,
o planeta Silonado
abrigava, em sua face,
um povinho alaranjado.

Trabalhando, se esforçando,
vinte meses anuais,
em cinco, sendo calor,
o esforço era demais.

Desse jeito, vão-não-vai,
produzindo... como não?
O serviço é necessário
mas difícil, no verão.

O problema do trabalho
demandava solução.
Procurando resolvê-lo,
reuniu-se a Direção.

Meio-meio, vão-não-vai,
é um esquema complicado.
Bem melhor é tudo-ou-nada
para o povo alaranjado.

Resolveu-se, desta forma,
cinco meses, na região,
congelar o povo inteiro
no intervalo do verão.

Construíram, para isto,
milhares de hibernadores.
Todo mundo, congelado,
passa o tempo sem calores.