¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sexta-feira, fevereiro 13, 2009
 
IMPRENSA BRASILEIRA CAI
NO CONTO DA XENOFOBIA (V)



Marco Trepp, economista suíço noivo da moça, acha tudo muito triste:

- Ela está numa fase de pós-trauma, com muito medo de tudo, especialmente de andar na rua. Tivemos que levá-la de volta ao hospital devido a infecções, mas não parece nada tão grave. O problema é a cabeça dela. À noite, ela está tendo muitos pesadelos. Não consegue dormir direito. Acorda suada, gritando. Estamos cercados não só de médicos, mas de psicólogos, para que ela fique mais tranquila. É uma situação muito triste.

O assessor parlamentar Paulo Oliveira, pai de Paula, se diz "revoltado" com o relacionamento da Polícia da Cidade de Zurique que, segundo ele, tem fornecido poucas informações aos parentes a respeito do caso e cogita a possibilidade de armação.

"A conduta da polícia é injustificável. Como podem colocar em dúvida o que aconteceu? É só ver as marcas que ficaram na minha filha", disse ele à Folha, por telefone, enquanto acompanha a jovem no hospital.
Em Recife, a família de Paula Oliveira também critica a Polícia da Cidade de Zurique por levantar a hipótese de que a própria jovem tenha se cortado com estilete e se ferido propositalmente.
"Eles insistem na tese da automutilação. Ela teria de ter feito as marcas de letras [SVP, que formam a sigla de partido suíço nacionalista] de ponta-cabeça. É um absurdo", diz Silvio Oliveira, 54, tio de Paula.