¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sábado, março 14, 2009
 
E O OSCAR DA CARA-DE-PAU...


... vai para ... Tarso Fernando Herz Genro, doublé de ministro da Justiça e capitão-de-mato, por sua carta enviada à página dos leitores da Veja desta semana:

"Em relação à matéria publicada por VEJA na edição 2103 ("Bolsa-baderna", 11 de março), quero deixar claro que não emiti juízo sobre os homicídios que ocorreram em Pernambuco imputados a integrantes do MST. O que afirmei foi que a reforma agrária ainda está em andamento no país e que as ações do MST, em diferentes momentos, são feitas de maneira mais arrojada. Respondia, assim, a uma pergunta genérica sobre o crescimento da violência por parte dos movimentos sociais. A violência no campo, seja originária das ações dos sem-terra, seja de grileiros ou de jagunços, deve ser combatida sem trégua pelas autoridades policiais e judiciais. Jamais partiria do Ministério da Justiça qualquer condescendência em relação a qualquer tipo de homicídio".

Tarso Genro
Ministro da Justiça


Ou o ministro está acometido de amnésia ou confia que os leitores sofram de amnésia. Em janeiro passado, o apparatchik de São Borja que afirma que "jamais partiria do Ministério da Justiça qualquer condescendência em relação a qualquer tipo de homicídio", conferiu a condição de refugiado político ao terrorista italiano, julgado e condenado na Itália, em última instância, por quatro assassinatos.