¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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terça-feira, abril 21, 2009
 
JORNAL ESPANHOL
CRIA BRASIL NEGRO



Coube ao El País de hoje, em sua edição online, dar ganho de causa aos apparatchiks dos movimentos negros na guerra racial deflagrada no Brasil.

BRASIL YA NO ES UN PAÍS DE BLANCOS

Na linha fina:

Los negros y mulatos brasileños son mayoría, con un 49,6% - Esta población, sin embargo, continúa discriminada

Segundo a notícia, o Brasil deixou de ser um país de brancos. A maioria de seus quase 200 milhões de habitantes, 49,6%, é negra ou mulata, enquanto que os brancos são 49,4%. O resto são principalmente indígenas. “Y dentro de unos años, la población negra llegará al 54% , según un estudio de la Universidad Federal de Río de Janeiro” – continua o correspondente do jornal.

Em um passe de mágica, omitiu o mulato, jogado de repente na bacia das almas, sem que nem mesmo estivesse em oferta. Ora, segundo o IBGE, a população negra do Brasil, em 99, era de apenas 5,4%. O contingente de mulatos, citado pelo jornalista no primeiro parágrafo da notícia, mas logo omitido no seguinte, era de 39,9%. De “Brasil já não é um país de brancos”, passa sem pudor a uma população negra que seria de 54%. O que é incorreto. Esta seria a população conjunta de negros e mulatos.

Pergunta que se impõe: por que mulato é necessariamente negro? Sendo oriundo de brancos e negros, é tanto branco como negro. Em termos politicamente corretos: o mulato é tanto afrodescendente como eurodescendente. Segundo o diretor da UFRG, A. Paixão, “o Brasil já não é um país majoritariamente branco, portanto necessitamos uma política de diversidade”. A declaração do professor aponta, obviamente para mais cotas. Ou seja, quer estimular o surgimento de um ódio racial que jamais existiu no Brasil. É a importação da odiosa política da one drop rule, até hoje vigente nos Estados Unidos: só existem pretos e brancos. Mulato não tem direito à existência.

A grande virtude do país, a miscigenação, da qual o alto contingente de mulatos do país é a prova mais evidente, é apagada da história. Luta de classes morta, luta racial posta, costumo afirmar. Se assim for, os brancos bem que poderiam aproveitar o azo. Se somos minoria, que nos sejam concedidos aqueles direitos hoje atribuídos às minorias étnicas.

Cotas para brancos, urgente!