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¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV
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MENSAGEM DO COSTAJaner,
sou muito parco em elogios, mas há poucos anos decidi deixar de besteiras e resolvi que se tivesse algo de positivo para dizer a alguém eu diria logo, antes que a efemeridade da vida nos pregue alguma peça. Este seu parágrafo da crônica "A Mão Canhestra da Divindade" é perfeito e vem ao encontro do que penso sobre o assunto:
"Mas... por que chora toda essa gente nos aeroportos? O avião caiu no meio do Atlântico, qualquer chance de sobreviventes é igual a zero. Que compulsão é essa a uma catarse pública? Tivesse eu uma pessoa querida nesse vôo, ficaria serenamente chorando em casa, afagando minha dor. O cadáver, se cadáver houvesse, iria ver mais tarde."
Em tragédias como essa a palavra que me vem à mente é recato, algo que, aliás, deveria se estender à cobertura da imprensa sobre o caso. Respeito profundamente o sentimento das pessoas e a maneira que os outros têm de manifestar suas penas, mas não consigo exibir minhas dores em público. Abração e uma ótima quinta-feira!
Costa

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