¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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quinta-feira, junho 11, 2009
 
SAÚDE PÚBLICA FINANCIA SILICONE PARA
PROPICIAR MAIS CHARME À PROSTITUIÇÃO



Depois que o governo Serra instituiu cotas para gays nos serviços de saúde pública, pelo menos quatro hospitais públicos manifestaram interesse em realizar cirurgias de colocação de prótese mamária em travestis e transexuais. É o que leio no Estadão. Segundo a coordenadora do programa estadual de DSTs/Aids do Estado, Maria Clara Gianna, ainda serão estabelecidos protocolos e em até três meses este procedimento e a terapia hormonal - administração de hormônios para conferir identidade feminina, como ausência de pelos no rosto - já estarão disponíveis.

"A inauguração é um grande avanço", disse a travesti Taís Souza, de 27 anos, da ONG Centro de Referência da Diversidade e que já viu várias amigas se submeterem à injeções de silicone industrial para ganhar formas femininas. O silicone pode se deslocar pelo corpo causando danos à saúde. O governador José Serra, em plena candidatura à Presidência da República, está totalmente de acordo: "A orientação sexual e a identidade de gênero têm implicações sobre a saúde e o sistema tem de estar preparado para este tipo de atendimento".

Ora, para que travestis fazem próteses mamárias? Para serem mais simpáticos aos amigos não há de ser. Travestis que se prostituem invariavelmente fazem próteses de silicone para atrair maior clientela. Enquanto no país todo as autoridades combatem a prostituição, os hospitais públicos querem torná-la mais atraente.

Se um travesti ou transexual, por estar descontente com o corpo, tem direito a cirurgias, por que não têm esse direito todo e qualquer cidadão que está descontente com o próprio rosto? Cirurgia plástica de graça para todos. Por que só para travestis e transexuais? Só há uma resposta viável: protegidos pela bandeira do respeito à diversidade sexual, os serviços de saúde pública querem estimular a prostituição.

Falando assim, alguém pode achar que tenho restrições a prostitutas e travestis. Nada disso. Apenas considero absurdo hospitais públicos privilegiarem o tratamento estético a profissionais do ramo. Justo neste Brasil onde o cidadão comum morre nas filas de espera do SUS e, se consegue ser hospitalizado, precisa ter muita saúde para sair vivo de uma casa de saúde.