¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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segunda-feira, julho 13, 2009
 
DISCO RACHADO



Inconformado com a resposta esfarrapada do secretário de Redação da Folha de São Paulo, o leitor Hilton Wagner volta a questionar:

Boa tarde,

Não posso me furtar de responder a posição que encaminhou-me.

Em resposta ao meu email, informando algo quanto a pluralidade e defende-se informando que até o momento em nada Sarney foi condenado, porém em sua coluna, cita:

"O presidente do Senado, José Sarney, pode tentar o quanto quiser, mas nada apaga a certeza de que, por conivência ou omissão, patrocinou uma rede de compadrio à custa de recursos públicos. Dinheiro este que certamente o Maranhão agradeceria tivesse sido utilizado para mitigar a miséria do Estado que deu fama e fortuna ao senador".

Responda-me ao que até o momento não entendi:

Em público, joga pedra, em privado, afaga.

Como pode?

Grato,

Hilton Vagner


O ombudsman, mais uma vez, chuta a bola pra frente:

RESPOSTA PARA MANIFESTANTE

Caro Sr. Hilton,

Obrigado pelas suas observações, que encaminhei aos jornalistas responsáveis pela seção para que lhe respondessem diretamente. A resposta está abaixo.

O ombudsman não pode emitir juízo de valor sobre colunistas ou textos opinativos que saiam no jornal. Sua função é fazer a crítica técnica do jornalismo praticado pela Folha, não analisar as posições dos colunistas.

Um abraço,

Carlos Eduardo Lins da Silva
Ombudsman - Folha de S.Paulo


Como um disco rachado, o secretário de Redação repete a resposta esfarrapada padrão:

A Folha considera importante manter a pluralidade de opiniões na sua equipe de colunistas. Ressalte-se que o colunista em questão, até o momento, não foi condenado em nenhuma das acusações de que é alvo.

Ricardo Melo, secretário de Redação interino