¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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quarta-feira, agosto 05, 2009
 
MENSAGEM DO KENYO


Caro Janer,

Adorei a tua crônica sobre a melhor forma de aprender espanhol. Quando fiz vestibular pra Engenharia na Universidade Federal do Ceará, optei pelo espanhol, fui chamado de louco pelos colegas, diziam que inglês era mais facil. Fui lá e acertei 12/12, fechei a prova. Agradeço aos meus professores Miguel Aceves Mejia, Connie Francis, Sarita Montiel, Bienvenido Granda, Julio Sosa e até mesmo ao Julio Iglesias que costuma ouvir ao lado do meu pai, desde quando me entendo por gente. O mesmo eu digo do italiano, que comecei a aprender aos 16 anos quando ouvi Pavarotti cantando Recondita Armonia e Nessun Dorma. Do francês também aprendi alguma coisa ouvindo Piaf, Charles Aznavour e Jose Van Dam. Aliás, aprendi mais com eles do que em dois anos de Casa de Cultura Francesa, onde só aprendi a contar até 100 e perguntar o nome das pessoas, onde elas moravam, qual a cor da sua roupa e outras tantas bobagens que se aprende em cursos de línguas.

Enfim, a música me saiu uma ótima professora. Hoje eu posso não dominar a gramática dessas línguas, mas isso se resolve com a leitura de uma boa gramática. Posso não conseguir conversar fluentemente, mas isso se resolve viajando. Mas graças à música adquiri um ótimo vocabulário, uma ótima pronúncia e consigo ler e entender com facilidade esses idiomas.

Por fim, na Faculdade de Direito conheci um professor de Direito Comercial que aprendeu alemão sozinho, com uma gramática, um dicionário, vários livros de Direito em alemão e muita disciplina e força de vontade. Como era um apaixonado por música erudita, ele contou também com a ajuda de Bach, Mozart e Wagner. Uma boa pronúncia e a prática de conversação ele adquiriu só depois, durante os quatro anos de doutorado em Munique.

Curso de idiomas? Não faço nunca mais!!!

Abraços

Kenyo