¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sexta-feira, agosto 12, 2011
 
TREPAR COM NEGROS VIROU
UM DEVER CÍVICO NA SUÉCIA



Nos anos 70, para atrair mão de obra estrangeira, a Suécia jogava como isca a idéia de paraíso do amor. O Svenska Institut lançou um panfleto, dirigido a estrangeiros, turistas ou imigrantes, contando a história do país. O bem humorado relato, em inglês, intitulado O Paraíso do Amor (com texto de Bertil Torekull e ilustrações de Lennart Frantzén), divulgava os dois aspectos graças aos quais a Suécia era observada por todas as nações: a liberdade sexual e o bem-estar material, em suma, o paraíso terrestre.

Ilustrando a historieta, desenhos mostravam um robusto viking (sexo coberto pela bandeira nacional) e a adorável loura nórdica passeando seminus pela floresta próxima a uma cidade. Fábricas e trens soltam pelas chaminés nuvens de fumaça em forma de corações. Mais adiante, um quadro dantesco de lutas, ódio, explosões, incêndio, violência — o mundo. Em meio ao caos, um oásis — a Suécia — onde o viking e a loura trocam ternuras e acariciam um urso polar. Na mesma época, propagandas mostravam uma sueca em topless dirigindo um ônibus urbano.

A Suécia foi o primeiro país na Europa a liberar a pornografia. Estocolmo, isolada lá perto do Ártico, tornou-se sede de congressos de medicina, odontologia e outras especialidades. O apelo ao sexo, em um mundo bastante puritano, era irresistível. Ao lado dos cartazes cinematográficos, sexklubbar anunciavam suas mercadorias: filmes homo e heterossexuais, espancamento, sadismo, zoofilia, lesbianismo e atos sexuais no palco, loterias. A maioria dos clubes oferecia allservice para maior conforto de seus clientes. Profissionais já dispensavam a rubrica modelo ou massagista e anunciavam abertamente: "Karin, a Rainha do Busto", ou "Tina e Nina posam para você", e mesmo "Casal posa. Ambiente agradável. Sem pressa."

Posering, a meu ver, é uma patente sueca. Moças se exibiam nuas, em uma cabine de vidro, para os clientes. As poseringsflickor, segundo dados fornecidos por um grupo de estudantes de sociologia da Universidade de Estocolmo, a partir de uma pesquisa feita entre 69 profissionais escolhidas ao acaso através de anúncios no Dagens Nyheter, eram em geral moças “bem instruídas, provinham de lares estáveis, e só raramente consumiam narcóticos ou álcool. Pertenciam a todos os grupos (memento: na Suécia não existiam classes) sociais e em sua maioria possuíam formação secundária completa, quando não superior. Recebiam em média 1.000 coroas diárias (o salário médio mensal de um sueco oscilava entre 3 e 4 mil), atendendo de 5 a 10 fregueses por jornada. Suas despesas eram de 100 a 150 coroas diárias pelo aluguel do quarto, mais 25 a 28 pelo anúncio no jornal, além naturalmente do que se poderia chamar de instrumentos de trabalho: preservativo, toalhas e aparelhos estimulantes.

Seus serviços obedeciam a uma tabela de preços uniforme. O préstimo menos caro era posering, 30 coroas. Por 60, além de posering, o cliente tinha direito a massagem sueca, ou seja, manual. Massagem francesa — oral — ou espanhola — entre os seios — custava 75 coroas. O ato propriamente dito situava-se entre 150 e 200 coroas. E sexo anal, em obediência às leis da oferta e da procura, estava no topo da tabela: 300 coroas.

A prostituta era vista mais ou menos como uma assistente social e a profissão tinha prestígio. Os sexklubbar ofereciam sexo ao vivo num estrado e o espectador era convidado muitas vezes a subir ao palco. Tudo isto me deixou com uma pulga atrás da orelha. Se a Suécia era o paraíso do amor, como explicar o sexo pago? É de supor-se que no paraíso não seja preciso pagar por sexo. Certo dia, em março de 72, encontrei uma frase anônima rabiscada na estação de metrô Östermalmstorg:

I CAME TO SWEDEN TO FIND HAPPINESS
I GO FROM SWEDEN AND HAVE NOTHING


Havia dissidências no paraíso. Hoje, a Suécia é outra. Prostituição é permitida. Mas quem busca uma prostituta vai em cana. Na época, os negros – e estrangeiros, de modo geral - tinham grande prestígio sexual. Estocolmo era uma aldeia situada nos confins da Escandinávia e as suecas eram provincianas atrozes. Bastava dizer “eu te amo” e as tjejer (garotas, pronuncia-se chéier) acreditavam. Não havia, na época, o conceito de multiculturalismo. As relações eram espontâneas e não obedeciam a nenhuma política cultural.

Foram necessárias algumas décadas para que as tjejer descobrissem que estavam sendo usadas como passaporte. Para um árabe ou africano, era fácil conseguir direito de residência no paraíso. Bastava casar, ou mesmo engravidar, uma suequinha. As moças se tornaram espertas e passaram a evitar árabes e africanos. Hoje, a Suécia ocupa o segundo lugar no mundo em número de estupros, logo abaixo do Lesoto.

Mas o multiculturalismo virou dogma em nossos dias. O Estado intervem para sugerir às suecas misturas raciais. Leitor me envia um vídeo abominável, no qual uma sueca tem relações com um negro, ao som do hino nacional sueco:

http://www.youtube.com/watch?v=3u-mihtgTm0

Ao final do vídeo, lê-se: godkänd av staten. Isto é, aprovado pelo Estado. Pelo jeito, trepar com negros é agora dever cívico.

Abaixo, o panfleto do Svenska Institut.