¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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sexta-feira, março 05, 2010
 
JUIZ SUECO INDENIZA BÓSNIO
POR RECUSAR-SE A APERTAR
A MÃO DE CIDADÃ SUECA



Tenho comentado, ao longo de minhas crônicas, desde o final dos anos 70, quando escrevia de Paris para a Caldas Júnior, a rendição dos europeus à invasão islâmica. Rendição de início incipiente, que consistia em aceitar que um muçulmano trouxesse suas quatro mulheres, em nome do multiculturalismo e do reagrupamento familiar. Um francês, por exemplo, só podia - e ainda só pode - ter legalmente uma mulher. Se casar com duas, incorre em crime. Já um argelino, este podia aterrissar na França com as quatro, mais uns quinze ou dezesseis filhos e mais sogros e sogras. Quem bancava os custos previdenciários do clã era o contribuinte francês, que mal tinha recursos para sustentar mais uma amante e um cachorro.

Felizes tempos aqueles, em que esta era a maior preocupação de um europeu. Hoje, os muçulmanos querem criar um Estado dentro dos Estados europeus, com suas próprias leis e costumes, que muitas vezes constituem crime para a legislação do continente, como a ablação do clitóris, a infibulação da vagina, o espancamento de mulheres e a poligamia. Os imigrantes árabes já estão reivindicando tribunais próprios para resolverem suas questões, segundo as leis da Sharia. E já houve juiz na Europa que decidiu que um muçulmano espancar a própria mulher não é crime, afinal isto faz parte de seus usos e costumes.

A Europa está se entregando, de mãos amarradas, à barbárie dos sarracenos. Difícil estabelecer qual país se entrega com mais entusiasmo, se a França, o Reino Unido, Alemanha, Suécia ou Finlândia. De Emerson Viana, leitor atento de Teresina, Piauí, recebo esta peróla do Reino dos Sveas. A notícia foi publicada no The Brussels Journal, da Bélgica.

Mês passado, Alen Malik Crnalic, bósnio de 28 anos, residente em Skåne, foi premiado com seis mil euros por um tribunal sueco, por ter se recusado apertar a mão de uma mulher. Há cerca de quatro anos, Crnalic fez um curso no Arbetsförmedlingen (Centro de Mediação de Empregos), com a finalidade de encontrar trabalho. Em maio de 2006, fez uma entrevista em Älmhult para um emprego como soldador. Durante a entrevista, recusou-se a apertar a mão da CEO da empresa. Alegou que, como muçulmano, não lhe era permitido tocar uma mulher fora de sua própria família. Também evitou contato visual com a moça e permaneceu olhando para o chão.

O que não é absurdo exclusivo de muçulmano, diga-se de passagem. Judeus ortodoxos não costumam dar a mão nem à própria mulher. Ela pode estar impura. Ou seja, menstruada. Foi muito comentado na imprensa paulistana episódio ocorrido entre Marta Suplicy e um colegiado de rabinos. Como todo político, Dona Marta avançou rumo ao rabinato de mãos estendidas. Todos – exceto aquele rabino ladrão de gravatas – cruzaram as mãos nas costas. A loucura não tem fronteiras.

O episódio em Älmhult me lembra um outro ocorrido há alguns anos, na Finlândia, creio que em Helsinki. Alguns mortos de fome da Somália, acolhidos pela generosidade dos ingênuos finlandeses, recusaram-se a ter aulas com uma professora, porque um macho somali não dirige a palavra a uma mulher. Subserviente, o Estado finlandês providenciou professores machos para ensinar os machos africanos mortos de fome.

No caso do muçulmano bósnio, o desfecho foi mais surpreendente. O Arbetsförmedlingen não o julgou qualificado para o emprego e ele acabou perdendo seu auxílio-desemprego. Crnalic não concordou com a decisão e recorreu ao Arbetsmarknadsstyrelsen, a câmara nacional sueca para o mercado de trabalho. Que rejeitou seu apelo. Acontece que o recurso caiu nas mãos de Katri Linna, Diskrimineringsombudsman (ombudsman para a discriminação), que o trouxe de volta à corte. Um juiz anulou a decisão anterior e conferiu ao cabeça-de-toalha seis mil euros de indenização. Segundo o juiz, a alegação do bósnio de que não poderia apertar a mão de uma mulher por razões religiosas é válida.

Katri Linna recebeu muito bem a decisão da corte. Embora o bósnio tivesse sido recusado por inaptidão para o trabalho, a ombudsman disse não ser razoável cancelar os auxílios-desemprego de alguém porque este alguém recusa apertar a mão de uma mulher em obediência a sua religião e crenças. Segundo ela, a Suécia é hoje um país multicultural e tem de aceitar que as pessoas tenham diferentes formas de saudar outras pessoas.

A Suécia acaba de formalizar um excelente recurso para um incompetente ganhar dinheiro se não for julgado apto para um ofício. Basta recusar-se a apertar a mão de uma mulher e alegar discriminação cultural ou religiosa. Nunca foi tão fácil. Como no caso dos machos somalis na Finlândia, o Estado sueco dobrou-se à barbárie islâmica.