¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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domingo, agosto 05, 2007
 
AINDA BERGMAN



Comentei que meus companheiros de geração temiam afirmar que não gostavam dos filmes de Bergman. Da leitora Lúcia Fagundes, recebo:


Janer amei o que você escreveu sobre Ingmar Bergman.

No começo da minha faculdade de matemática, minhas amigas me convidaram p/ assistir um filme do Ingmar Bergman. Eu odiei, achei uma coisa muito triste demais, como venho de família pobre, já tinha conhecido bem o que era tristeza, e queria ir no cinema p/ me divertir ou no máximo aprender coisas que eu não sabia.

Mas você era meio que proibida de falar mal desse cara, era como falar mal de Deus.
Era rotulada de burra, alienada e outras asneiras, Você hoje me deixou feliz, pois definiu exatamente o que ele era, um jigolô das tristezas humanas. Eu vivi na Suécia, os suecos foram trabalhadores e inteligentes o suficiente p/ resolverem
os problemas financeiros deles, e podiam e podem ainda se dar ao luxo de discutir o sexo dos anjos.

Aí vem uns muares, caprinos eqüinos chamados de intelectuais aqui no Brasil,dizer que p/ você ser inteligente tem que gostar de Jean-Luc Godard, Ingmar...Tenha a santa paciência!

Com todo o respeito ao trabalho do cara,tem coisa mais alegre e interessante na Suécia, que Ingmar.