AFRODESCENDENTE SUMIU
E NEGRO VOLTOU À MODAPois... se a memória não me falha – e acho que não me falha – até bem poucos dias atrás falar em negro, referindo-se a pessoas, era politicamente incorreto. Mesmo jornais da grande imprensa, que normalmente não se submetiam ao novo jargão, grafavam afrodescendente.
Agora, miracolo! Temos um presidente negro nos Estados Unidos. Que aliás nem negro é, mas mulato. Ora, se os americanos não aceitam a definição de mulato, este não é nosso caso. Mas a imprensa tupiniquim aderiu: presidente negro. Depois de Obama, está definitivamente extinta no Brasil a raça mulata.
E o afrodescendente, para onde foi? Até hoje não li em jornal algum nada sobre presidente afrodescendente. São caprichosas, as palavras.