¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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quinta-feira, abril 01, 2010
 
MORRER FAZ MAL AO ESTILO


De Aender dos Santos, recebo:

Acho que o Antonio Candido é que disse que "morrer faz mal ao estilo", porque todos os escritores que se manifestam do além são piores do que quando estavam vivos.

Já fiz o teste eu mesmo. Sou fã do Augusto dos Anjos e, mesmo não sendo especialista em sua obra, tenho uma afinidade com ela que me deixa à vontade para falar. Comprei um livro em que havia poesias do Augusto, "psicografadas". Dava vontade de chorar. O ritmo era desengonçado, o verso quebrado e o fecho dos poemas, pueris.

Em um deles, chamado Homem-verme, está um dos maiores equívocos. Faz alusão ao poema O Deus-verme original do Augusto. O autor não estava chamando a divindade de verme; estava querendo dizer que o verme é um agente transformador da existência, modificando a matéria ao se alimentar dela, quase como "um deus", não Deus, transformador. Pois no Homem-verme ele entendeu que o poeta chamava deus de verme e lá coloca o homem, frisando bastante isso, como o verme da existência. Pisou na bola!